ou de como a folha de são paulo demonstrou não saber nada sobre tipografia
Mais uma vez o jornal tucano-serrista Folha de São Paulo resolveu insistir no factoide da "ficha criminal" da ministra Dilma Rousseff. Além do jornal demonstrar que não resta em sua redação um mínimo de ética profissional, a republicação da suposta ficha revela o quanto sua redação despreza - ou ignora - a tipografia elementar.
O caso pode ser acompanhado nos blogues de Luis Nassif e de Eduardo Guimarães. Apesar de ficha ser evidentemente tão verdadeira quanto uma nota de três reais, a Folha insiste na campanha de difamação da ministra.
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Deixemos de lado os aspectos políticos da questão. O jpef da ficha criminal que está rolando pela internet e a FSP insiste em publicar como verdadeira é uma das falsificações mais toscas que alguém já pode ter feito, parece elemento de cena de filmes B. Abaixo vai uma cópia ampliada do arquivo que circula na internet há meses e que pode ser facilmente encontrado pelo google.
Até mesmo uma pessoa como eu, que possui apenas conhecimentos rudimentares e medíocres de tipografia, reconhece que aquilo nada mais é que uma montagem (mal feita!) eletrônica. Aliás, qualquer criança com conhecimentos medianos de programas de manipulação de imagens rasterizadas faria algo melhor que aquilo.
Desde quando o DOPS usava, na década de 1970, computadores com famílias tipográficas Courier New (!!!) e Arial (!!!!!!!)??? Só pra lembar: a Arial foi desenvolvida em 1982, sendo um redesenho piorado de fontes como Akzidenz Grotesk e Helvetica. Qualquer falsificador um pouquinho mais inteligente usaria, no mínimo, famílias como American Typewriter para simular os tipos da máquina de escrever e uma fonte mais antiga como a Futura para simular tipos impressos. Também usaria, no mínimo, efeitos de envelhecimento de imagem e artifícios para simular as falhas de um produto impresso. Talvez até produzisse ele mesmo uma ficha datilografando-a para depois escanear…
Enfim: nossa imprensa escrita é tão ruim que até mesmo quando gera factoides para derrubar a trajetória política de alguém, o faz de forma tão pouco profissional que é desmascarada em segundos. Além disso: insiste no erro, mais de uma vez.
O pior de tudo é pensar que foi preciso encomendar laudos técnicos a pesquisadores universitários para comprovar a fajutez de um trabalho de falsificação tão ruim.
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Para mais detalhes a respeito da falsificação tão evidente: http://www.casacinepoa.com.br/o-blog/jorge-furtado/photoshop-de-s-paulo